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onde o velho ''achou ruim? faz melhor!'' não vale nada.
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wsexta-feira, outubro 18, 2002 |
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Sabe aqueles filmes americanos melosos, que sempre tem um casal perfeito como protagonista, onde o homem, além de lindo, rico e bem-sucedido, sempre dá um jeito de superar as mais altas expectativas nas ocasiões especiais? Pois é. Na minha opinião, o Queens of the Stone Age assume perfeitamente o papel desse personagem, se o ambiente em questão for o cenário rock alternativo atual - as rainhas têm em sua formação alguns dos indivíduos mais fodas da música (decente) de hoje, lançam seus discos por uma das maiores gravadoras americanas, a Interscope, estão tocando consideravelmente nos principais veículos destinados à música nos EUA e na Europa e mesmo assim dão origem a trabalhos inventivos, diversificados e maravilhosos. "Songs for the Deaf", a última obra dos rapazes, faz o que seria impossível para a grande maioria das bandas atuais (e bota grande nisso): atende às expectativas geradas pelo irretocável "Rated R", obra-prima de 2000 (e o disco preferido do que vos fala - basta olhar a cor do blog ;).
Antes conhecidos pelo rock tradicional e sem firulas da banda-matriz do QotSA, o Kyuss, Josh Homme e Nick Oliveri, auxiliados pelos diversos convidados que contribuem no álbum, agora atacam em diversos fronts. Há as canções pop, prontinhas para virar single, como "No One Knows", a primeira música de trabalho, e "Do It Again", ambas de estrutura simples, que são simplesmente divertidas e pronto. Por outro lado, temos outras faixas mais pesadas, como a primeira, "Millionaire" - retirada das Desert Sessions, como já havia acontecido com "Avon", do primeiro CD, e "Monsters In Your Parasol", do segundo - que reúne elementos já utilizados um milhão de vezes, como vocais agressivos, como sempre providos por Nick, palmas marcando o refrão e um riff pesado que se repete por toda a música, mas que se completam tão perfeitamente que parecem inéditos. Outro destaque nessa parte roque é "A Song for the Dead", mostrando o quanto que a presença de Dave Grohl atrás da bateria adicionou às músicas.
Várias outras influências também se mostram presentes em Songs for.... Músicas mais arrastadas, ou mesmo mais "sérias", como "Hangin' Tree" (outra sacada das Desert Sessions), onde o destaque são os ótimos vocais profundos de Mark Lanegan, ex-Screaming Trees, ou a grande "A Song for the Deaf", aonde um dueto entre Lanegan e Homme conduz um "épico" ainda melhor que "Better Living Through Chemistry", do trabalho anterior. No final, como faixa escondida, embora presente no tracklist (?), uma música acústica e orquestrada. A parte inicial, levada por violão e acordeão, é tão linda que nem parece QotSA. Quem diria que a banda que gravou "Feel Good Hit of the Summer" incluiria violinos e piano em uma canção, hein? Fechando o pacote, uma cover tão fiel como bacana de "Everybody's Gonna Be Happy", do Kinks, que acabou chamando minha atenção para esse grupo - e tenho que confessar que a original é realmente melhor. Uma faixa-bônus em um disco que já fazia valer cada centavo pago apenas com as 13 "oficiais".
Pontos fracos? Nenhum. Chega a ser até irônico que um disquinho tão variado prime pela qualidade homogênea das faixas. Agora é esperar o que eles farão daqui a um ou dois anos - voltarão ao robot-rock do primeiro disco ou continuarão com as suas experiências regadas a substâncias controladas de toda a espécie, abrindo mentes de metaleiros por todo o globo. De qualquer forma, só uma coisa é certa - os milhares de esposos e esposas não se decepcionarão com o resultado, seja lá qual ele for. Queens of the Stone Age continua sendo covardia.
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m at sexta-feira, outubro 18, 2002
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wsegunda-feira, outubro 14, 2002 |
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Desapareci porra nenhuma, oras.
Mas olha só. Pra variar, eu estava passando o olho no Pitchfork um dia desses e me chamou a atenção um ótimo nome de banda: Sahara Hotnights. Resolvi ler a resenha e outros dois fatos mantiveram meu interesse - primeiramente, trata-se de um grupo da Suécia, país que vem revelando diversas bandinhas bacanas, ultimamente; além disso, trata-se de um conjunto formado por garotas. Eu sempre adorei bandas com vocal feminino, como Garbage, Portishead e Pato Fu, porém não consigo me lembrar de uma que seja inteiramente composta por donzelas, toque roque e que tenha me agradado tanto. Acho que é algo com a voz feminina, que aparentemente não consegue chegar a um meio-termo entre Kittie e Luscious Jackson. A bateria também costuma comprometer e a guitarra sempre soa pop demais. Portanto, como eu odeio essa possibilidade de soar machista para alguém, pensei em dar uma chance para as suecas no meu Soulseek - chance que foi enfim dada após a descrição do redator: "the female Hives". Ruim não pode ser, né?
Também não foi dessa vez. Quando eu penso em Hives, a imagem (e o som) que vem a cabeça é a do Pelle Almqvist esgoelando e pulando de pernas abertas, apoiado por guitarras barulhentas e perfeitamente sujas. Bagunça, barulho. Ao invés disso, o Hotnights é muito bem produzidinho, muito limpinho, baixo demais e a voz da vocalista é muito bonitinha. É ruim? Não necessariamente. Músicas como "Alright Alright" e "Down And Out" são até bem bacanas - principalmente a primeira - mas não saciaram minha curiosidade por um Hives feminino. Se você conhece um aspirante ao posto, por favor, deixe-me a par de sua existência. Ajude a acabar com um estereótipo bobo de um cara que muito provavelmente só está procurando nos lugares errados.
Aí, esse Sleater-Kinney é bom mesmo?
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m at segunda-feira, outubro 14, 2002
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wterça-feira, outubro 01, 2002 |
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Eu gosto muito de música. Passo uma boa parte do meu tempo ouvindo música - principalmente agora que eu não tenho mais nada o que fazer - mas esse meu "vício" tem uma falha imperdoável (entre outras muitas): pra trás de 1992, eu não conheço nada. Isso é algo lamentável, já que provavelmente gostaria muito de diversas bandas das quais ouvi muito pouco, como The Kinks, Fugazi e Stooges, para citar nomes mais cotados.
Faço essa pequena confissão para falar sobre um sujeito chamado Walter Schreifels. Quando jovem, ele era vocalista de uma banda chamada Gorilla Biscuits, que foi descrita da mesma maneira em quase todos os sites por mim lidos que a mencionam: "seminal para o hardcore de Nova York". Eu converso com uma menina americana pelo AOL que é uma grande fã do gênero e me indicou umas bandas, e fiquei com a impressão que não passa de uma confusa massa de guitarras, onde o baixo simplesmente não é ouvido e a bateria simplesmente se mistura a toda a bagunça. Atitude demais e talento de menos, mas é o que essa juventude de hoje faz, não? Aí ele cresceu um pouco e formou o Quicksand, banda de vital importância no rock alternativo, com estruturas mais complexas e letras mais maduras - também segundo alguns sites por aí. Esse conjunto também se separou, mas Walter não se deu por satisfeito e começou o CIV - e aí as coisas começam a clarear um pouquinho. Eu conheço alguns singles dos rapazes ("Can't Wait One Minute More" e "Choices Made", muito bons, por sinal) e como naquela época não tinha muitas armas contra as estratégias mercadológicas das gravadoras, até procurei o álbum dos rapazes durante a minha visita ao reino de Walt Disney. Infelizmente, não tive sucesso.
Não sei que fim o CIV levou, mas agora em 2002, meu considerado camarada Fábio me recomendou uma bandinha chamada Rival Schools. Como o bom gosto do mancebo já foi testado e aprovado, abri meu Soulseek e procurei por "Holding Sand", a canção por ele recomendada, e pra variar, o negócio é fino mesmo - principalmente o refrão, antecedido por uma bateria eletrônica que explode em um ótimo riff de guitarra, tão pesado como catchy. Depois de conferir as outras duas sugestões, "Travel By Telephone" e "High Acetate", dois rocks sem firulas, que não deixam a peteca cair - a segunda até me lembrou "Get Free", me vi na obrigação de pegar o álbum todo. Ótimo, menos 100MB no meu disco rígido graças ao sr. Portugal.
No primeiro disco do grupo, "United By Fate", até há músicas mais pesadas, como "Used For Glue" e "The Switch" (meus destaques pessoais, assim como as 3 supracitadas), mas predominam canções cujos versos são mais cadenciados, introduzindo refrões quase sempre pesados e ganchudos. Primeiramente essa abordagem me decepcionou um pouco, já que um disco de "Holding Sand"s não me faria mal algum, mas após algumas audições fica claro que as outras faixas também têm seu mérito, e essa variação contribui para que seja um trabalho "ouvível" a qualquer hora. Afinal, de vez em quando você não quer nada com barulho e simplesmente avança pra "Undercovers On" ou "World Invitational". Acontece com todo mundo. No fim das contas, é um álbum bom, muito bom até, e que mostra que tem ainda tem gente com alguma vergonha na cara e que, ao invés de acomodar-se com o "sucesso", evolui com a idade e procura ir sempre além. Josh Homme fez isso e botou o adjetivo "moderno" na frente do rock de novo. O tal Walter Schreifels, se não foi tão longe, ao menos manteve sua integridade e colocou mais um respeitável item em seu pomposo currículo. Está bom demais.
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m at terça-feira, outubro 01, 2002
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wsegunda-feira, setembro 30, 2002 |
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Olha só - finalmente um teste que faz algum sentido!
i am a mix taper!

How indie are you? test by ridethefader
You're really enthusiastic about the music that you like. You attempt to discover your new favourite
band every week. You continually try to get your friends into the music you like, which annoys the fuck
out of them, but you don't know it. At least you're not arrogant about it.
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m at segunda-feira, setembro 30, 2002
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wsexta-feira, setembro 27, 2002 |
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Uma das críticas musicais mais interessantes que eu já li foi a do "100 Broken Windows", do Idlewild, publicada na Pitchfork. Ela relata a história de um adolsecente nerd padrão, que simplesmente mantem-se na sua e, portanto, ninguém enche muito seu saco. Porém, em um belo dia, esse garoto aparece no refeitório de sua escola com nada além de sua mochila cobrindo seu corpo. Um choque total, tratando-se de um rapaz que sempre mostrou-se tão quieto e reservado. A comparação com a banda escocesa é válida, já que o salto dado pela banda do seu segundo esforço, "Hope Is Important", para o supracitado é imenso em termos de intensidade, e canções como "These Wooden Ideas", "A Little Discourage" e "Roseability" tocaram MUITO aqui no meu Winamp - e ainda tocam.
Porém, um dos poucos problemas do disco é que após algumas audições, fica a impressão que ele parece ser composto por uma grande faixa - com exceção da última canção, a bela "The Bronze Medal". Tudo bem, há músicas mais lentas, mais rápidas, mais pesadas, mais leves, mas o estilo dificilmente muda. Quase não há instrumentos além da tríade convencional baixo-guitarra-bateria, e mesmo a sonoridade da guitarra dificilmente é modificada. Tudo bem que quando se trata de material de boa qualidade, esse problema não se mostra tão grave, mas não doeria sair um pouco dessa "padronização", não? Bem, "The Remote Part", o álbum seguinte, mostrou o que parece ser o passo seguinte no amadurecimento do Idlewild.
Lembro-me que na primeira vez que escutei a primeira faixa, também escolhida como primeiro single, "You Held The World In Your Arms", houve uma certa dúvida por minha parte se havia feito o download do arquivo correto. A última coisa que esperava da banda, mesmo não conhecendo tanto dela como gostaria, seria uma canção com acompanhamento de cordas - e olha que é uma das mais rápidas do disco. Linda demais. O "futurismo" de "Century After Century" e a mezzo acústica\mezzo baladinha pop "Live In A Hiding Place" também são exemplos de faixas que fogem da constância apresentada no trabalho anterior - mas não que seus admiradores tenham sido esquecidos. "Out Of Routine", "A Modern Way Of Letting Go" e "(I Am) What I Am Not" são ótimos rocks diretos, bem no estilo de "100 Broken Windows", e, assim como no seu antecessor, a saideira também é a mais linda do álbum, "In Remote Part\Scottish Fiction". O final da canção, com um poema sendo declamado ao som de um repetitivo riff, pareceu-me um pouco desnecessário, mas é compreensível que talvez seja para exaltar sua nacionalidade ou simplesmente deixar claro que sua música é mais ligada à arte do que a exigências mercadológicas. De qualquer modo, não atrapalha em nada a audição do disco. Afinal, basta apertar o botão de stop.
A maior mancada da banda foi a escolha do segundo single, "American English", a mais fraca desse trabalho (na minha simples e modesta opinião). Todas as canções citadas no parágrafo acima poderiam fazer melhor tal papel, já que, além de serem ótimas, têm considerável apelo radiofônico - ou vai dizer que um dos três roques mencionados é mais leve do que The Calling, ou que "In Remote Part" perde em termos de beleza para a última do Capital Inicial? Evidentemente, é apenas mais um de meus sonhos musicais, que cada vez estão mais longe da realidade. Ainda bem que softwares como o Soulseek não sumirão tão cedo.
P..S.: Se o nome do vocalista contasse alguma coisa no cenário músical, o Idlewild, liderado por um mancebo de nome Roddy Woomble, dividiria com o Weezer o posto de maior banda do mundo. Ele merece seu dinheiro só pelo nome.
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m at sexta-feira, setembro 27, 2002
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wquarta-feira, setembro 25, 2002 |
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Engraçadas essas voltas que o mundo dá, né? Quando eu decidi fazer um blog sobre música (ou uns 20 segundos antes do Fábio me perguntar se eu queria fazer um blog de música), eu achava esse negócio de "escrever pra ninguém ler" o mais legal do mundo. Ficava aqui, de madrugada, escrevendo sobre um CD que eu tenha ouvido, editando o post 20 vezes por causa de uma porcariazinha de erro de concordância, e tinha plena consciência que ninguém, além dos três mancebos que gostaram da idéia e concordaram em jogar aqui alguns pedacinhos de sabedoria pop\indie, estaria acompanhando essas linhas mal escritas. Aí eu comecei a ficar aterefado na faculdade e, simultaneamente, a me perguntar por que caralhos eu estou fazendo isso, gastando meu tempo, que eu poderia estar lendo sobre Maslow, Blanchard ou alguns desses outros cidadãos de quem ainda eu não sei nada. Deixei o blog pra lá. Uma merda, já que nem Fábio, Adriano e Paulo devem estar mais ligando.
Bem, estou de férias agora, por mais ou menos um mês, e creio que essa brincadeira vai ajudar a espantar o tédio que, com toda a certeza, virá por aí. Eu queria voltar em alto estilo (pffffff...), comentando sobre o "Songs For The Deaf", porém ainda não o encontrei em qualquer loja na capital das alterosas. Fazer o que, né?
Então só queria mesmo dizer uma coisa. Quem disse que The Vines é o próximo Nirvana, parece com Nirvana ou até mesmo que é melhor que o Nirvana, caso do NME, leva um F em Noção das Coisas A1. Um F menos. Enquanto ouvia 8 músicas do disco de estréia dos garotinhos, "Highly Evolved", só tinha um pensamento na cabeça: "merda, peguei o álbum errado". Porque, na boa, não é possível. Duas canções lembravam vagamente a turma de Cobain (sendo uma delas o single "Get Free", que realmente é bastante bacana), 5 pareciam covers mal feitos de Silverchair e uma delas era ska. SKA. A música oficial do Taliban, segundo o Buddyhead. Não chego a tanto, já que algumas músicas do gênero me agradam, mas não era isso a salvação do rock ou coisa que o valha? Deletei tudo - tirando a música de trabalho, é claro. Não tenho tempo pra outro Andrew W.K..
Sério, espero que tenham me enganado no Soulseek. Porém, como precaução, muito cuidado com a faixa "Factory". MUITO. E para vocês, rapazes, espero que ainda queiram brincar. ;)
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m at quarta-feira, setembro 25, 2002
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wterça-feira, agosto 27, 2002 |
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Aproveitando que eu já estou aqui mesmo, e testando os efeitos da colocação desse banner consideravelmente mais largo do que os retângulos brancos nos quais os posts ficam, explico (para ninguém) por que estou há mais de uma semana sem postar:
- Foi uma semana cheia, e eu não estou acostumado a ter coisas pra fazer.
- Eu não ouvi nada que pudesse comentar. Baixei o "Wiretap Scars", do Sparta e o "Things Fall Apart", do The Roots. O primeiro é muito bom, porém o primeiro post desse blog já foi sobre o Sparta - em parte - e eu ainda estou ouvindo o álbum. Bastante, a bem da verdade, mas ainda é difícil dar uma opinião sobre um disco com uma semana de audição. Uma maldade o At The Drive-In ter acabado, viu.
Em relação ao Roots, esse problema é elevado ao cubo, já que se trata de uma banda de rap e, pelo menos para mim, um CD de rap é bem mais difícil de ser analisado, talvez por eu não ter o costume de ouvir registros do gênero. Aliás, é importante ressaltar que eles são uma banda de rap, o que é um dos diversos diferenciais que esses rapazes da Philadelphia têm. São músicos extremamente talentosos, incluem em sua formação um indivíduo que faz scratches e samples com a boca e têm um nível de informação e cultura substancialmente melhor do que a grande maioria dos artistas de hip-hop atuais, que geralmente preferem ressaltar traços menos interessantes de suas personalidades. Assim, apresentam um arsenal muito mais variado e são alguns dos poucos artistas que conseguem tirar o estilo da estagnação que predomina nos dias de hoje, seja com uma abordagem mais dançante ("Don't See Us", a minha preferida até o momento), jazzy ("Dynamite!") ou cadenciado, mais para o R&B ("You Got Me", uma bela canção, com participação de Erykah Badu). Muito bom mesmo. Não é um disco novo, creio que tenha sido lançado em 1999, mas fica como recomendação.
Puxa vida. Até que acabei comentando. ;)
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m at terça-feira, agosto 27, 2002
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wsábado, agosto 17, 2002 |
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Gostaria de agradecer publicamente ao Blogger por simplesmente apagar os arquivos de uma semana inteira, sem qualquer razão aparente. ¡Obrigado, Blogger!
Eu gostava daquele texto do Andrew W.K.. O mundo precisa de saber sobre esse cara. Tomar no cu, viu.
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m at sábado, agosto 17, 2002
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Em termos de bandas brasileiras, nenhuma me agrada tanto como o Pato Fu. Tudo bem que alguns momentos "engraçadinhos" dos rapazes são um pouco chatos, mas no geral, são muito inventivos e conseguem fazer uma coisa que está em maior perigo de extinção do que o mico-leão-dourado - pop com inteligência. Li em algum lugar que eles andam "londrinos demais", mas não acredito que isso seja ruim, pretensioso, um desrespeito às raízes brasileiras ou algo que o valha, mesmo porque seja lá o que faça um conjunto gravar algo como "Um Ponto Oito", do bom disco "Isopor", é o caminho certo.
Portanto, quando eu fiquei sabendo que eles gravariam um especial ao vivo para a MTV aqui em Belo Horizonte, é claro que me deu vontades de ir, já que os dois ou três shows deles que eu presenciei foram bastante divertidos. Porém, essas vontades foram neutralizadas tão logo fiquei sabendo do inusitado local do show - o Museu de Arte da Pampulha. Pensei com meus botões que não caberiam mais de 200 pessoas lá, e que haveria fanzocas da banda dormindo na frente do Museu três luas antes do início do concerto. Boomer. Depois eu comprava o CD.
Aí, no meu aniversário, algumas semanas depois, fui presenteado com tal disco, e é impressionante ouvir como os mesmos músicos que gravaram "Pinga", "Água" e outras músicas bobinhas e engraçadinhas como essas evoluíram a partir do "Televisão de Cachorro" - tanto que essas canções, além de grandes hits da banda, não foram incluídas no repertório do show (ao menos na versão do CD). Para adaptar-se ao incomum local da apresentação, algumas faixas foram substancialmente modificadas e reservam surpresas. "Eu", uma das melhores músicas dos mineiros, é o principal exemplo - nesse caso, uma surpresa primeiro decepcionante, depois agradável: o ótimo riff de guitarra foi substituído por um leve acompanhamento de acordeão e piano, cadenciando a música. Realmente, encaixou-se bem melhor ao ambiente intimista do que a pesada versão original. Logo depois, pode-se ver um exemplo de um dos maiores destaques do disco: as inéditas. Há, ao menos, três grandes músicas novas, entre as quatro que foram tocadas: "Me Explica", "Não Mais", uma bela canção, que lembra Portishead (ao menos a mim), respeitando as óbvias diferenças entre Beth Gibbons e Fernanda Takai, e o novo single, "Por Perto", que mostra uma grande vantagem de ter uma vocalista tão fofinha como Takai, já que não é qualquer um que consegue fazer uma letra contendo a frase "...me contou um passarinho, tristeza é sem razão" deixar de ser completamente embaraçosa.
Embora o disco deixe de lado algumas preferidas pessoais dos últimos três discos, o repertório foi bem escolhido, considerando-se que é um trabalho que leva o logo da MTV e os sucessões ("Depois", "Antes Que Seja Tarde", "Sobre o Tempo" - em versão acelerada) não poderiam ficar de fora - não que sejam músicas ruins, muito pelo contrário, mas essas, em especial, já cansaram qualquer um que ouça rádio ou veja a emissora regularmente. Infelizmente, ainda há resquícios da tal fase "engraçadinha", como "Capetão 66.6 FM", em que 958 músicas são colocadas em um espaço de 5 minutos e meio e não há uma sequência "acompanhável", ou "Rotomusic de Liquidificapum", que eu simplesmente ainda não consegui ouvir até o final. Mas não há de ser nada, já que para cada música ruim há outras várias muito boas, tanto no caso desse álbum como em toda a discografia do Pato Fu. Uma benção que esses caras façam tanto sucesso entre Capitais Iniciais e Jota Quests da vida.
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m at sábado, agosto 17, 2002
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wsexta-feira, agosto 09, 2002 |
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Eu não queria editar seu post pra colocar isso, Adriano, já que seria algo meio esquisito, mas quem disse que eu não gosto do Lanegan?
É, eu disse. Eu lembro disso. Mas "Hangin' Tree" e "Songs For The Deaf" calaram a minha boca e hoje em dia eu fico por aí falando que queria ter uma voz como a dele... Vai entender, né? Sobre a escolha do single, concordo inteiramente contigo. O "Songs For The Deaf" tem ao menos 6 músicas melhores do que "No One Knows" (e eu pensei por uns 10 segundos), e nem se pode argumentar que a Interscope preferiu uma faixa mais pop para trabalhar, já que "Go With The Flow" e "Do It Again" cumpririam tal papel tão bem quanto a selecionada, se não melhor. Mas não há de ser nada.
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m at sexta-feira, agosto 09, 2002
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wquinta-feira, agosto 08, 2002 |
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Olha, eu acho que TODAS as pessoas que lêem esse blog - sendo esses eu, Paulo, Fábio e Adriano - deveriam sair daqui nesse momento e ir ali dar uma olhada no video de "No One Knows", do QOTSA. Caso o fato de que se trata do primeiro single do melhor disco de 2002 não seja o bastante para convencê-lo a clicar no link acima, basta mencionar que Nick Oliveri está sem camisa, Dave Grohl está tocando bateria, o personagem principal é um veado (o animal) e há anões de jardim para completar a coisa toda. Você seria um grande animal se não fosse ver.
O endereço desse blog deveria ser http://qotsa.blogspot.com. Mas não que eles não mereçam.
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m at quinta-feira, agosto 08, 2002
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wsegunda-feira, agosto 05, 2002 |
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Três comentários aleatórios sobre assuntos completamente distintos:
- Sim, o novo cd do QOTSA é muito foda demais. Porém, baixá-lo tão rápido como eu baixei teve seu preço - a utilização de um site que disponibilizou músicas com diferentes qualidades e volumes de gravação. Então, esperarei que as cópias originais desse já clássico registro musical cheguem às boas lojas do ramo para adquirir uma delas e depois dar um parecer decente, e espero que vocês façam o mesmo. Assim como espero que essa cópia contenha a faixa-bônus "Everybody's Gonna Be Happy", sobre a qual eu não sabia nada até ontem. Não peguei ainda, mas já digo que é foda e recomendo de pés juntos.
- Eu acho que, ao menos uma vez, cada indivíduo deveria engolir seus medos por alguns minutos e tentar assistir, em sua integridade, os videoclipes de "Na Moral", do Jota Quest, e "À Sua Maneira", do Capital Inicial. Acabo de completar a árdua tarefa e posso dizer que, além de extremanente chocante, a experiência é bastante válida e ajuda a explicar diversos problemas atuais da humanidade, principalmente relacionados à juventude. Dinho Ouro Preto está senil ou louco.
- Mas quem diria? Paulo é emo!. :~)
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m at segunda-feira, agosto 05, 2002
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wsábado, julho 27, 2002 |
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Rock gaúcho é isso aqui. Realmente essa atitude "a gente não gosta de nada" da Zerozen e os diversos erros na escrita dos textos podem encher o saco de vez em quando, mas o site é fera. Além disso, todos os esforços para expor algumas das maiores mancadas existentes (como Carlinhos Brown, anos 80 e o próprio rock dos pampas) são louváveis.
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m at sábado, julho 27, 2002
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Se agora gostar de um determinado estilo de música exige um comportamento espelhado no dos músicos que a fazem, o que seus discos\mp3s do Culture Club dizem sobre ti, Paulão?
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m at terça-feira, julho 23, 2002
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wsegunda-feira, julho 22, 2002 |
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Porra, fera o nosso timing. 3 dias sem postar nada, e depois 894 parágrafos em 4 horas.
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m at segunda-feira, julho 22, 2002
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Cara, que as Forças Supremas do universo abençoem o Soulseek. Entre todos esses Napsters genéricos que apareceram depois do fim desse programa, nenhum tem uma melhor combinação de velocidade de download, facilidade de uso e variedade de arquivos - além de, até agora, não apresentar qualquer restrição de copyright. Perfeito. Para exemplificar a qualidade da bagaça, eu consegui pegar, em 1 dia, 2 álbuns completos que nem mesmo no Audiogalaxy se achava com facilidade, devido aos putos da RIAA - "...And The Circus Leaves Town" e "Welcome To Sky Valley", do Kyuss.
Kyuss é a banda que começou essa história de Stoner Rock. Considerada por muitos "a melhor banda desconhecida da história do rock" e cultuada por vários nomes grandes da música atual, como Melissa Auf Der Mar e Dave Grohl, foi formada por dois rapazotes de 16 e 17 anos chamados Josh Homme e Nick Oliveri (agora pense o que você fazia nos seus 16 anos...), teve diversos integrantes em suas formações e fez 4 grandes álbuns (não posso falar nada sobre o primeiro, "Wretch", já que nunca o ouvi em sua integridade, mas realmente os três posteriores são fantásticos), para depois encerrar suas atividades. Mesmo quem nunca ouviu um único segundo do trabalho dos californianos pode ter idéia do talento dos rapazes pelo monstro criado por Josh e Alfredo Hernandez (o último baterista) - o todo-poderoso Queens of the Stone Age.
Há um certo consenso que a obra-prima, não só do Kyuss como de todo o Stoner Rock, é o "Blues For The Red Sun", porém, embora eu apenas tenha ouvido - incessantemente - o "Welcome To..." há três dias, me parece que ele não deixará de ser o meu preferido. O disco é dividido em três partes. A primeira, composta pelas longas "Gardenia", "Asteroid" e "Supa Scoopa And Mighty Scoop", é puro roquenrou, contendo talvez a mais famosa canção da banda, "Supa Scoopa..." (que inclusive foi tocada no show do QotSA no Rock in Rio III). Nela, destaca-se a constante mudança de andamentos de "Asteroid" - aliás, essa é uma das características mais interessantes do Kyuss e que originaram outras grandes músicas tanto nesse quanto em outros CDs ("50 Million Year Trip", "Size Queen", "Fatso Forgotso", entre outras).
A segunda parte é mais variada. Após o rock direto e sem firulas de "100º" (ou quase, já que no meio da faixa há um trecho mais cadenciado que é muito foda), vem uma longa canção acústica, "Space Cadet", que transporta o ouvinte a um fim de tarde no deserto (não que isso seja ruim, muito ao contrário). Ótima, mas talvez ficaria melhor como encerramento do disco. Finalizando, "Demon Cleaner", outra canção mais "conhecida", de andamento mais lento - perfeita para introduzir a parte derradeira, que retoma o que a primeira começou, com "Odyssey", "Conan Troutman" e "N.O., faixas rápidas e pesadas, porém dessa vez mais curtas. "Whitewater", que fecha o disco, é meu destaque pessoal e talvez um resumo perfeito do melhor do Kyuss - músicas extensas, com partes de diferentes andamentos, mas que sempre prendem a atenção. Como bem descrito por um crítico da Showbizz, "rock para simultaneamente se balançar a cabeça e mexer os quadris" (ou algo que o valha, as palavras não foram exatamente essas). Ainda há uma faixa-bônus, "Lick Doo", mas só de putaria (a única frase da canção é "you know that you can and will lick my doo").
O resultado dessa brincadeira é um ótimo disco, sem faixas fracas, além de bastante variado. Música de macho, ainda que não caia no estereótipo metaleiro - o que é ótimo, já que, você sabe, metaleiro não toma banho e não come ninguém. Pega mal demais. Realmente você seria um grande boçal se não baixasse nenhuma dessas músicas citadas - mas eu sei que você nunca faria isso.
-N.P.: Kyuss - "...And The Circus Leaves Town", "Welcome to Sky Valley" (doh.)
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m at segunda-feira, julho 22, 2002
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wquinta-feira, julho 18, 2002 |
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Mas, aí, sabe qual a banda afegã influenciada por Bad Manners e Skatalites que está estourando a boca do balão no país do Taliban?
O Oskama Bin Laden.
Rárárá. Eu realmente não deveria postar nada ao invés de algo desse tipo.
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m at quinta-feira, julho 18, 2002
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Adriano, essa música é bem simpática mesmo... Aliás, nesse sábado agora eu fui ver um filme com um amigo meu que gosta bastante do RHCP e que já tinha comprado esse CD novo, e que insistiu que o ouvíssemos no trajeto. Eu tenho outros dois discos dos Chili Peppers, não tenho nada contra a banda, embora já não goste tanto deles, portanto não me opus. Aí fomos ouvindo o "By The Way".
A faixa-título é a primeira e, aparentemente, não tem nada melhor que ela no álbum. As partes em que o Kiedis solta uma ou duas palavras soltas por vez é meio irritante, mas não é nada que a dupla Frusciante + Flea não possa consertar. Música muito boa para se dirigir. Porém, conforme as canções foram passando, eu fiquei meio chateado porque não tinha mais nada do tipo - não apenas da mesma qualidade, mas com o mesmo peso. Um montão de baladas; algumas mais bacanas, outras nem tanto, mas eu só consigo me lembrar de músicas lentas (ah, não, também tem uma faixa "engraçadinha", chamada "Cabrón", que, além de ter um nome tão foda como esse, é um saco).
Como todos os discos deles, esse tem umas 900 faixas, então não deu para ouvir até o final, mas eu não acho que ele vá voltar para o meu CD Player. Os Chili Peppers não querem mais nada com dureza. Eu disse que era melhor a gente ouvir o "Heathen Chemistry".
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m at quarta-feira, julho 17, 2002
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wsexta-feira, julho 12, 2002 |
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Há uns anos atrás, aquele Semisonic surgiu do nada nas rádios e na MTV do mundo todo com aquele single "Closing Time", que, a bem da verdade, é uma canção bem foda. Devido ao meu desconhecimento dos recursos tecnólogicos disponíveis no tocante à troca de arquivos musicais e à minha falta de paciência para rebobinar várias vezes minha infame fita k-7 de sucessos radiofônicos porcamente gravados, me dirigi ao setor de CDs das Lojas Americanas e comprei o disquinho por um preço camarada, nos bons tempos em que um dólar valia um real. Resultado da brincadeira: eu ouvi essa música quase que diariamente por uns dois ou três meses, porém, além dela e de "Secret Smile", sinceramente não me lembro de qualquer outra faixa - e não me refiro somente ao título, mas a letras, melodias e tudo o mais. Dispensável as fuck. Dei mole.
Depois de algumas primaveras, tornei-me esse audiogalaxyólotra que sou (aliás, que era) e felizmente tenho um arsenal muito mais extenso para me proteger de jogadas como essa, e quando se analisa um disco como "I Get Wet", do Andrew W.K., se percebe como isso vale a pena. Chega-se até a dar uma ponta de razão aos feladaputas da RIAA quando atacam programas para downloads musicais com o argumento de que essa partilha influi drasticamente nas quedas das suas vendas - evidentemente, sem deixar de lembrar que tanto a qualidade dos trabalhos como os preços pelos quais estes são comercializados têm um papel muito mais importante nesse fenômeno.
Qual a relação entre os dois conjuntos? Simples. Por menos que se goste do esforço do rocker farreiro, há de se dar um crédito ao menos ao seu primeiro single, "Party Hard". Num momento em que não se precisa de fazer muito mais do que empunhar uma guitarra que tenha menos de 11 cordas, não ter dreadlocks no cabelo e manter o rap longe de suas composições para ser aclamado como a salvação do roquenrou, Andrew vem com esse petardo de três minutos com guitarras pesadas, vocais em coro e a letra mais boba possível sobre o que, por convenção, é a motivação principal do rock - festa. Nada além disso. Legal, né? Aí você vai (aliás, você ia) no AG pegar outras músicas, porém, como já está um pouco tarde e ninguém está com a vida ganha hoje em dia, deixa o CD todo em queue e vai dormir.
No outro dia, a cara de bobo é inevitável. Como "Party Hard" é a segunda música, e a primeira, a curtinha "It's Time To Party" não é das piores - embora esteja longe de ser das melhores - a esperança de um disco bacana ainda vive por alguns minutos. Porém, conforme as 10 faixas restantes vão sendo executadas, a decepção vai progressivamente tomando conta. Você simplesmente não pode fazer 12 músicas com guitarras pesadas, vocais em coro e as letras mais bobas possíveis sobre o que, por convenção, é a motivação principal do rock - festa (sendo que nenhuma das outras 11 passa ao menos perto de "Party Hard"). Não com essa completa falta de talento e criatividade. E, acima de tudo, não com tantos teclados assim. Algumas canções, como "Take It Off", "I Love NYC", "Fun Night" e a faixa-título são simplesmente embaraçosas, e ao invés de passarem uma imagem de roqueiros que saem do palco direto para um camarim abarrotado de groupies, álcool e substâncias proibidas, incitam os pobres ouvintes a imaginarem caipiras gritando "yeah!" uns nas caras dos outros, para depois dormirem com as fuças enfiadas em poças de vômito depois de meia hora de bebedeira.
Eu acho engraçado, porque esse cara já foi capa da NME duas vezes, se não me engano, aparentemente toca na MTV yankee direto e reto e, para dar uma referência do país do futebol, foi mencionada trocentas vezes pelo Lúcio Ribeiro. Juntamente com Strokes e White Stripes, era colocado na leva das bandas da revolução, título no mínimo irônico para uma banda que não faz nada além de metal farofa. Mas agora eu pergunto para você: será que o que o mundo realmente necessita nesse momento é da volta do metal farofa?
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m at sexta-feira, julho 12, 2002
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wterça-feira, julho 09, 2002 |
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Alguns álbuns, além de primar pela qualidade, têm o 'poder' de deixar o ouvinte boquiaberto - seja por uma mudança inesperada e\ou completa no estilo da banda em questão, um alto grau de experimentação e criatividade ou a intensidade nele contida, característica cada vez mais rara devido à crescente 'padronização' da produção dos discos. A terceira razão foi o que mais me impressionou nas minhas primeiras audições do "Relationship Of Command", do At The Drive-In, que já começa a todo vapor com a fantástica "Arcarsenal" e, com raras exceções (que não atrapalham o resultado final, a bem da verdade), segue na mesma porrada até a ultima faixa. Devido a uma rara benção dos deuses do mercado fonográfico, o ATDI conseguiu notoriedade com "One Armed Scissor", que colocou a banda em diversas publicações sobre música, fez com que esse disco fosse lançado até no Brasil e, mais tarde, causou o "hiato indefinido" da banda, eufemismo para o fim do grupo que depois foi oficializado.
Felizmente, dessa infeliz quebra surgiriam depois dois conjuntos de ex-integrantes que já nasceram com a responsabilidade de corresponder às expectativas tanto dos fãs do quinteto finado, como da crítica, que os abraçou tão bem. Ambos já lançaram EPs de qualidade - felizmente um bom tempo antes do triste fim do Audiogalaxy - e estão em fase de gravação dos seus álbuns de estréia. O Sparta mostrou em "Austere", lançado pela gigante Dreamworks, um estilo bastante parecido com o do ATDI, embora um pouco mais leve e com a adição - em doses homeopáticas - de elementos eletrônicos. A primeira faixa, "Mye", assim como a terceira, "Vacant Skies", se encaixaria sem problema em "Relationship...", enquanto "Cataract" começa lenta, lembrando "Non-Zero Possibility", e com uma bateria eletrônica, para depois adquirir mais peso, embora seja mais melódica que as outras, com direito até a piano no final. Porém, a principal surpresa é reservada para o final - "Echodyne Harmonic (De-Mix)", música que, devido a minha completa ignorância em relação a rótulos, principalmente relacionados a eletrônica, eu não sei exatamente como classificar, mas aonde se nota influências tanto de trip-hop quanto de IDM. Surpreendente.
O Mars Volta, por sua vez, se diferencia mais da banda matriz, incorporando mais influências latinas e apresentando, ao menos nesse curto EP, "The Tremulant", músicas mais melódicas e que se destacam pelos ótimos refrões - casos de "Concertina" (cujo segundo verso é cantado em espanhol, o que causa certo estranhamento) e "Cut That City", a melhor do disquinho. A última música, "Eunuch Provocateur", assim como no caso do Sparta, difere-se das demais, sendo uma combinação interessante de guitarra e bateria vigorosas por cinco dos quase nove minutos da sua duração, transformando-se na repetição de uma batida programada, somada a barulhinhos aleatórios, até o seu final. A primeira parte é muito boa, ao contrário da segunda, muito cansativa e que avacalha a canção. Faixa de 8:47 simplesmente não rola.
Além de serem esforços muito curtos - 7 músicas, somando-se os dois EPs - são consolos mais do que decentes às víúvas de um dos maiores expoentes do "screaming emo" (?!?). Agora, só resta esperar que os CDs sejam lançados o mais rápido possível e - por que não? - saiam em edição nacional em território tupiniquim. Não tem a gritaria (no ponto certíssimo), nem toda a intensidade, mas é DEFINITIVAMENTE melhor do que nada.
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m at terça-feira, julho 09, 2002
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